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Data: 04/11/2021
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Conheça Júlia Correia de Oliveira, única menina a jogar torneios masculinos no Nordeste

futebol é o esporte mais popular do Brasil e do mundo. No entanto, ao falar sobre a participação das mulheres, muitos abordam apenas a desigualdade entre as modalidades masculina feminina, além da disparidade entre as cifras, valores, audiência e infraestrutura das categorias. A última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo, comparou os investimentos que os clubes dão para Neymar, maior jogador do país na atualidade, e Marta, melhor jogadora da história do futebol, por exemplo.

Por conta desta disparidade, há inúmeras meninas que têm seu sonho interrompido por não conseguir um lugar para praticar o esporte ou chegar a uma categoria em que não há time feminino. Porém, cada vez mais, há exceções que quebram o senso comum e, mesmo com as dificuldades, conseguem se destacar, como por exemplo Júlia Correia de Oliveira. A sergipana de 10 anos é a única menina que joga campeonatos federados nas categorias masculinas em todo o Nordeste.

Atualmente, a atleta nascida em Aracaju (SE) atua por quatro equipes e duas modalidades simultaneamente. No futsal, ela se divide entre o Rocketpower (Aracaju) e o Fênix São Caetano (São Paulo). Já no campo, a garota defende o Esporte Clube DelRey (Aracaju) e o Centro Olímpico (São Paulo).

                                                                (Reprodução/@sigaredegol)

Como tudo começou

Com apenas seis anos de idade, Júlia deu seus primeiros chutes na “escolinha do tio Edson”. Como a criança logo se destacou por sua habilidade fora da curva, foi atuar no futsal pelo Rocketpower e no campo pelo Esporte Clube DelRey. Pela ausência da categoria feminina na modalidade, ela teve que treinar e jogar com os meninos.

Aos sete anos, os torcedores que assistiam ao Campeonato Sergipano de Futsal Sub-7 se surpreenderam com uma menina que jogava no meio dos garotos. Foi neste torneio, em 2018, que Júlia apareceu dentro de quadra pela equipe do Rocketpower e despertou a atenção de todo o público com suas jogadas. Mas o fato de ser a primeira garota a disputar uma competição oficial em um time masculino na região não foi seu maior troféu. Ela também recebeu o prêmio de destaque do ano pela Federação Sergipana após suas exibições.

Representatividade

A atleta conta que suas atuações e sua história ajudam diversas outras meninas a seguirem seus sonhos no esporte. “Eu fico muito feliz por representar as meninas no futebol e por fazer com que elas sigam seus sonhos. Eu recebo muita mensagem de mulheres e meninas que começaram a jogar por minha causa. Eu só espero que tenha cada vez mais oportunidades para meninas entrarem no futebol, porque nós estamos buscando o nosso espaço”, diz.

Mesmo com a carreira despontando, Júlia reconhece que as mulheres não têm o destaque merecido. “Se eu esperasse abrir uma categoria feminina da minha idade em Aracaju, estaria até hoje sem jogar”, afirma.

                                                                     (Reprodução/@sigaredegol)

Pai empresário da garota, José Luiz Góes de Oliveira vê o futuro do futebol brasileiro feminino nos pés de Júlia. “Tenho certeza de que lá na frente ela vai colher o que está plantando, assim como a geração de Marta, Formiga e Cristiane. Ao mesmo tempo, sinto pelas outras que não tiveram a mesma oportunidade que Júlia tem. Se olhassem com bons olhos, o futebol feminino estaria em um outro nível”, fala o “Zezo”.

O dentista assume que deixou de trabalhar algumas vezes para ajudar sua filha a correr atrás de seus sonhos. Entretanto, os sacrifícios valeram a pena, pois “Ela se diverte jogando bola e a evolução é nítida. Tenho muito orgulho da minha filha”.

Graças ao seu talento raro, a garota conseguiu se ir ao estado de São Paulo para se juntar à seleção do time de campo do Centro Olímpico. Após um curto período de tempo, o toque especial na bola ajudou Júlia a receber uma proposta com bolsa de estudos para treinar Futsal pela Escola Fênix São Caetano. Depois de quatro anos jogando apenas com homens, a atleta agora tem a oportunidade de dividir os gramados e as quadras com outras meninas que compartilham do mesmo sonho.

Por Matheus Macarroni/culturauol.com.br





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